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04 jul

Enxaqueca, este bicho de sete cabeças!

Quem sofre com enxaqueca sabe o quão problemática é esta enfermidade. Além da dor insuportável, ela vem acompanhada de sintomas limitantes igualmente desagradáveis.

O que é enxaqueca?

A enxaqueca é um tipo de dor de cabeça primária que se caracteriza por dor latejante, de moderada a forte intensidade, usualmente com duração de 4 a 72 horas, podendo ser acompanhada de nâuseas/vômitos. A dor costuma piorar com a luz, com o barulho e se agravar com esforço físico (por exemplo caminhar,subir escadas).

Ela pode vir acompanhada de sintomas visuais ( pontos brilhantes) ou sensitivos (dormências) denominados como aura.

As crises de dores podem ser episódicas ou evoluírem para forma crônica.

A enxaqueca crônica é aquela que acontece em 15 dias ou mais do mês, persiste por oito dias de crises típicas, insistindo por mais de três meses consecutivos ainda que não haja o abuso de medicamentos.

De acordo com o Ministério da Saúde, aproximadamente 25% das mulheres sofrem com enxaqueca. Entre os homens e as crianças, esta porcentagem fica nos aproximados 10%.

Dados do Ministério da Saúde mostram que 64% do total dos pacientes com enxaqueca a apresentaram sem aura, 18% com aura e 13% com e sem aura. Os 5% restantes tiveram aura sem cefaleia.

Causas da enxaqueca

Ainda que as causas precisas não sejam conhecidas, sabe-se que elas estão relacionadas com alterações do cérebro e influências genéticas. O início da enxaqueca se dá quando as células nervosas, já em estado de hiperexcitabilidade, reagem a algum gatilho frequentemente externo. A partir daí, impulsos são enviados para os vasos sanguíneos, causando sua constrição (relacionado à aura). Em seguida, acontece uma dilatação (expansão) e a libertação de prostaglandinas, serotonina e outras substâncias inflamatórias causadoras da dor.

Embora variem de intensidade e espaçamento entre as crises, elas seguem o mesmo padrão para cada pessoa acometida pela enxaqueca. Outro fator variável é o gatilho para as crises, sendo que alguns indivíduos sequer apresentam algum específico.

Os gatilhos mais comuns são:

  • Estresse.
  • Jejum prolongado.
  • Dormir mais ou menos do que o de costume.
  • Mudanças bruscas de temperatura e umidade.
  • Perfumes e outros odores muito fortes.
  • Esforço físico.
  • Luz intermitente.
  • Luzes e sons intensos.
  • Ar condicionado
  • Abuso de medicamentos, incluindo analgésicos.
  • Fatores hormonais – É comum mulheres portadoras de enxaqueca apresentarem dor nas fases pré, durante ou após a menstruação. É a chamada enxaqueca menstrual, que tende a melhorar espontaneamente na menopausa. Há mulheres cujas crises pioram, enquanto outras melhoram a partir do momento que iniciam o uso de anticoncepcionais orais.
  • Alimentos e bebidas: queijos amarelos envelhecidos, frutas cítricas (principalmente laranja, limão, abacaxi e pêssego), carnes processadas, frituras e gorduras em excesso, chocolates, café, chá e refrigerantes à base de cola, aspartame (adoçante artificial), glutamato monossódico (tipo de sal usado como intensificador de sabor, principalmente em comida chinesa), excesso de álcool.

Enxaqueca com aura

As enxaqueca com aura é uma doença neurológica cujas crises se manifestam de dores  precedidas de sintomas visuais ou sensitivos. Aproximadamente 20% das pessoas que sofrem desse mal têm aura. O nome aura vem das sensações precedidas da dor de cabeça. A duração da aura varia de poucos minutos a uma hora, seguidos de intensa dor de cabeça.

Aura visual é a manifestação mais comum. Ela pode se apresentar como:

  • Flashes de luz.
  • Manchas escuras em forma de mosaico.
  • Formigamento, dormência e fraqueza no corpo – Dependendo da gravidade da dor de cabeça, o formigamento pode começar em uma das mãos e se espalhar por todo o lado do corpo, adormecendo até a metade da língua. Contudo, essas manifestações sensitivas são mais raras. O comum é que a aura comece da cefaleia; ela pode ou não persistir após o início da dor.
  • Perda e embaçamento da visão.
  • Dificuldade na fala.

Quais os sintomas de crise enxaqueca?

  • Crise de cefaleia durando de quatro a 72 horas, unilateral e pulsátil.
  • Náuseas.
  • Vômitos.
  • Bocejos.
  • Irritabilidade.
  • Sensibilidade à luz.
  • Sensibilidade ao som.
  • Sensibilidade ao movimento do corpo ou do ambiente.
  • Tontura.
  • Fadiga.
  • Mudanças de apetite.
  • Problemas de concentração, dificuldade para encontrar as palavras.

Como prevenir enxaqueca?

Alguns hábitos podem ajudar na prevenção da crise:

  • Fazer um diário da enxaqueca – isso ajuda a identificar os desencadeadores da dor com aura. No diário deve constar a data e a hora da em que começou a se sentir mal, os alimentos que você consumiu, as suas atividades e os medicamentos ingeridos.
  • Evite alimentos, medicamentos e fatores ambientais desencadeantes.
  • Fique atento aos gatilhos psicológicos como estresse e ansiedade.
  • Procure um especialista que lhe indique o medicamento preventivo mais apropriado para você.

Tratamento para Enxaqueca

Para iniciar o tratamento, é preciso estar convicto de que o diagnóstico está correto e qual é o fator que a desencadeia. No geral, o melhor a se fazer é evitar esses fatores e tomar o medicamento de acordo com a prescrição médica quando a crise surgir.

Embora a indicação de medicamentos para tratar dependa de cada caso, medicamentos como neuromoduladores, betabloqueadores, antidepressivos e antivertiginosos são indicados para a prevenção.

É muito importante saber que somente um médico está apto a receitar o medicamento mais indicado para o seu caso, assim como a dosagem certa e a duração do tratamento. Siga rigorosamente as orientações do seu médico, nunca se automedique e não interrompa o uso do medicamento sem consultá-lo.

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Acredite, você pode ter uma vida normal, sem os atropelos da enxaqueca!