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dia mundial do diabetes

Dia Mundial do Diabetes

Hoje é o Dia Mundial do Diabetes, a doença que afeta mais de 14 milhões de brasileiros. Por se tratar de uma doença quase sem sintomas em sua fase inicial, muitas pessoas ainda nem sabem que sofrem com esse problema. Por isso é tão importante conscientizar e alertar as pessoas sobre os fatores de risco da diabetes e ajudá-las a adotarem medidas para sua prevenção.

Quando alguém recebe o diagnóstico de diabetes, não é apenas a pessoa que precisa mudar os hábitos de vida e a alimentação. O papel da família nessa situação passa a ser fundamental, visando não apenas o apoio e os cuidados ao paciente, mas também prevenção da doença entre todos os outros familiares. Por isso que esse ano a International Diabetes Federation decidiu abordar o tema da Família na campanha de conscientização da doença.

 

O que é Diabetes Mellitus?

É uma doença crônica caracterizada pelo defeito na produção ou ação da insulina. Esse hormônio é produzido através do pâncreas pelas chamadas células beta e tem papel fundamental no controle do nível de glicose no sangue. Uma de suas funções é desencadear o processo de entrada da glicose para dentro das células, para que seja usada como fonte de energia. Portanto, a falta de insulina ou sua ação inadequada resulta em elevação dos níveis de glicose no sangue, a chamada hiperglicemia.

Qual é a diferença entre os tipos de diabetes?

Diabetes tipo 1: Esse tipo de diabetes atinge cerca de 10% das pessoas portadoras da doença, em sua maioria crianças e adolescentes. Nessa situação, o pâncreas não produz insulina o suficiente porque o sistema imunológico destrói as células que produzem esse hormônio, fazendo com que ela seja chamada de doença autoimune.

Diabetes tipo 2: Essa é a forma mais comum da doença, atingindo 90% das pessoas diagnosticadas, geralmente adultos com mais de 45 anos e bastante associada ao sobrepeso/obesidade. Ela acontece quando o organismo não consegue utilizar a insulina produzida corretamente, ou quando o pâncreas não produz insulina o suficiente.

Diabetes gestacional: Esse tipo de diabetes se desenvolve perto do 3º trimestre de gestação e normalmente desaparece depois do parto. Ela está relacionada à alterações hormonais típicas da gravidez, no entanto podendo ser mais frequente em gestantes acima do peso ou que ganham muito peso durante a gestação.

 

Diabetes tem sintoma?

A forma mais comum de diabetes é tipo II, que se desenvolve lentamente, podendo permanecer silenciosa por muitos anos. O paciente pode queixar-se de sede o tempo inteiro, cansaço extremo, fome, aumento nas idas ao banheiro, entre outros. Porém, esses sintomas também podem ser associados à outras doenças, por isso é importante ressaltar que só um exame de sangue pode diagnosticar o diabetes. Quanto antes a doença for diagnosticada, mais rápido o paciente começa o tratamento e evita complicações graves.

 

Qual é o tratamento para diabetes?

O tratamento do diabetes varia de acordo com cada tipo da doença e suas fases. Para diabetes tipo 1, como não há produção de insulina pelo pâncreas, é necessária aplicação injetável dessa substância. No diabetes tipo 2, o tratamento pode ser feito inicialmente com medicações orais, sendo necessário em alguns casos a associação de insulina injetável para atingir o controle da doença.

Nas mulheres com diabetes gestacional é ainda mais importante o controle dietético, sendo mais seguro para o bebê o uso da insulina ao invés das medicações orais.

Vale lembrar que, independentemente do tipo de diabetes, é importante manter uma dieta balanceada e hábitos de vida mais saudáveis.

 

Como o diabetes pode ser prevenido?

O diabetes tipo 2 é uma condição que está intimamente relacionada aos hábitos de vida e dieta das pessoas. Portanto a sua prevenção é feita através da perda de peso e da prática de atividades.

Apesar de não ser possível prevenir o diabetes tipo I, por se tratar de um defeito do sistema imunológico que destrói as células que produzem a insulina, o controle dietético é essencial para evitar complicações da doença.

Já no caso de diabetes gestacional, a prevenção é feita com alimentação saudável e prática de exercícios. Vale ressaltar que o acompanhamento do pré-natal é imprescindível para a saúde da mãe e do bebê, dessa maneira é possível garantir o aumento de peso gradual e acompanhamento da glicose através dos exames.

 

Mas qual é o papel da família nesse contexto?

A família representa o grupo primário de relacionamentos de qualquer indivíduo, sendo capaz de impactar maneira positiva ou negativa vários aspectos de nossas vidas, entre elas a saúde.

Diabetes é uma doença crônica e exige mudanças efetivas na rotina e nos hábitos do paciente, sendo assim, trata-se de um processo de reeducação, o que faz com que o papel da família seja fundamental para o apoio do paciente. Essa questão é ainda mais importante nos casos em que o diabetes acomete crianças e adolescentes, já que é dos pais a responsabilidade com os cuidados deles.

Sendo assim, quando um paciente é diagnosticado com a doença, a família inteira precisa aderir às mudanças, principalmente na alimentação, para apoiar esse novo estilo de vida do diabético e também usando isso como prevenção da doença.

Já falamos sobre a diabetes, e seus efeitos em relação a sua saúde ocular. Clique aqui para ler mais.

Qualquer dúvida ou suspeita que tiver sobre sua saúde ou de alguém de sua família, conte com nossos serviços de endocrinologia, pediatria e nutrição. Nossos médicos estão à disposição para ajudá-los a manterem a saúde e a qualidade de vida em dia. Agende uma consulta!

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